Ética
Pessoal, a atividade 6 do segundo módulo da disciplina do professor Daniel me pegou! Fiquei um bom tempo pesquisando e recorrendo aos meus colegas pra saber se o que eu havia compreendido era o correto. Explico pra vocês o motivo da minha dificuldade: a exigência de um conhecimento mínimo em filosofia. Pessoal, espero que as aulas de introdução a filosofia de vocês na graduação tenham sido boas. E quem não teve essa disciplina, provavelmente, terá uma dificuldade a mais. Portanto, só dessa vez (não se acostumem, hein!), resolvi dar um empurrãozinho.
A atividade 6 consiste em trabalhar uma noção de ética e contrapô-la ao que já compreendemos como a ética da psicanálise. Bom, deixo aqui algumas noções de ética de alguns filósofos, mas aviso aos webnavegantes que são noções rápidas e bem, bem sintéticas. É só um empurrãozinho mesmo. Uma boa dica é seguir o mesmo exemplo do texto. O prof. faz um paralelo entre a ética kantiana e a ética da psicanálise. Na segunda web conferência ele fala mais sobre isso, e olha que coisa boa eu já deixo aqui pra vocês, procurem direto nos 17 minutos da web, é quando ele começa a fala sobre Kant. (Fala sério, eu sou muuuuito legal!!)
Com a palavra os comentadores:
CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. Vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 295 e 440.
Ética platônica
“Qual a tarefa da ética da parte racional? Dominar as outras duas partes [são elas a função apetitiva e a função colérica], e harmonizá-las com a razão. O domínio da razão sobre a função apetitiva é uma virtude e seu nome é a temperança (sophrosýne) – a moderação. A alma temperante ou moderada é aquela que não cede a todos os impulsos e prazeres, e sim modera seus apetites, imponde-lhes a medida oferecida pela razão.”
Obs.: a atividade ética, em Platão, é um esforço, luta e exigência de domínio pela parte superior e melhor.
Ética aristotélica
“A ética é uma ciência prática ou uma ciência da práxis humana, isto é, um saber que tem por objeto a ação. Difere, portanto, da metafísica e da física ou filosofia da natureza, que são ciências teoréticas, ciências que não criam seus objetos, mas apenas os contemplam. No entanto, há um ponto comum entre ética e as ciências teoréticas, uma vez o que o homem é um ser natural que segue os princípios e causas de acordo com a phýsis: como tudo na natureza, o homem age tendo em vista um fim ou uma finalidade e, portanto, ao agir, atualiza potências para realizar plenamente sua forma. Em outraa palavras, embora a práxis seja objeto de um saber prático, seu pressuposto é a natureza humana como tal.”
Obs.: para Aristóteles, as atividades que possuem nelas mesmas os seus fins são a ética e a política e aquelas cujo fim é uma obra diferente das próprias atividades realizadas são as artes ou as técnicas.
STEGMÜLLER, Wolfgang. A filosofia contemporânea: introdução crítica. São Paulo: Edusp, 1977. p. 20.
Ética dos existencialistas
“Para a filosofia existencialista, todo o problema da ética, como tal, deslocou-se. Não se trata mais do bem objetivo, daquilo que tem valor absoluto, de uma hierarquia de escalas de valores. No lugar de uma graduação contínua do bem, numa de cujas extremidades está o mal puro e simples e, na outra, o bem perfeito, entra uma alternativa sem possibilidade de graduação: o homem só pode existir como não autêntico ou como autêntico. E o problemas consiste em como fazer com que o homem que, na maioria dos casos, existe de maneira não autêntica e se dilui meramente no mundo, sinta a possibilidade da autenticidade da sua existência, que o arranca da perdição no mundo e o eleva à verdadeira existência própria.”
E aí, gente, ajudei?! Comenta aí!!

