segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ética

Pessoal, a atividade 6 do segundo módulo da disciplina do professor Daniel me pegou! Fiquei um bom tempo pesquisando e recorrendo aos meus colegas pra saber se o que eu havia compreendido era o correto. Explico pra vocês o motivo da minha dificuldade: a exigência de um conhecimento mínimo em filosofia. Pessoal, espero que as aulas de introdução a filosofia de vocês na graduação tenham sido boas. E quem não teve essa disciplina, provavelmente, terá uma dificuldade a mais. Portanto, só dessa vez (não se acostumem, hein!), resolvi dar um empurrãozinho. 

A atividade 6 consiste em trabalhar uma noção de ética e contrapô-la ao que já compreendemos como a ética da psicanálise. Bom, deixo aqui algumas noções de ética de alguns filósofos, mas aviso aos webnavegantes que são noções rápidas e bem, bem sintéticas. É só um empurrãozinho mesmo.  Uma boa dica é seguir o mesmo exemplo do texto. O prof. faz um paralelo entre a ética kantiana e a ética da psicanálise. Na segunda web conferência ele fala mais sobre isso, e olha que coisa boa eu já deixo aqui pra vocês, procurem direto nos 17 minutos da web, é quando ele começa a fala sobre Kant. (Fala sério, eu sou muuuuito legal!!)


Com a palavra os comentadores:

CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. Vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 295 e 440.

Ética platônica
“Qual a tarefa da ética da parte racional? Dominar as outras duas partes [são elas a função apetitiva e a função colérica], e harmonizá-las com a razão. O domínio da razão sobre a função apetitiva é uma virtude e seu nome é a temperança (sophrosýne) – a moderação. A alma temperante ou moderada é aquela que não cede a todos os impulsos e prazeres, e sim modera seus apetites, imponde-lhes a medida oferecida pela razão.”
Obs.: a atividade ética, em Platão, é um esforço, luta e exigência de domínio pela parte superior e melhor. 

Ética aristotélica
“A ética é uma ciência prática ou uma ciência da práxis humana, isto é, um saber que tem por objeto a ação. Difere, portanto, da metafísica e da física ou filosofia da natureza, que são ciências teoréticas, ciências que não criam seus objetos, mas apenas os contemplam. No entanto, há um ponto comum entre ética e as ciências teoréticas, uma vez o que o homem é um ser natural que segue os princípios e causas de acordo com a phýsis: como tudo na natureza, o homem age tendo em vista um fim ou uma finalidade e, portanto, ao agir, atualiza potências para realizar plenamente sua forma. Em outraa palavras, embora a práxis seja objeto de um saber prático, seu pressuposto é a natureza humana como tal.”

Obs.: para Aristóteles, as atividades que possuem nelas mesmas os seus fins são a ética e a política e aquelas cujo fim é uma obra diferente das próprias atividades realizadas são as artes ou as técnicas.




STEGMÜLLER, Wolfgang. A filosofia contemporânea: introdução crítica. São Paulo: Edusp, 1977. p. 20.

 Ética dos existencialistas
“Para a filosofia existencialista, todo o problema da ética, como tal, deslocou-se. Não se trata mais do bem objetivo, daquilo que tem valor absoluto, de uma hierarquia de escalas de valores. No lugar de uma graduação contínua do bem, numa de cujas extremidades está o mal puro e simples e, na outra, o bem perfeito, entra uma alternativa sem possibilidade de graduação: o homem só pode existir como não autêntico ou como autêntico. E o problemas consiste em como fazer com que o homem que, na maioria dos casos, existe de maneira não autêntica e se dilui meramente no mundo, sinta a possibilidade da autenticidade da sua existência, que o arranca da perdição no mundo e o eleva à verdadeira existência própria.”

E aí, gente, ajudei?! Comenta aí!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aos ensaístas

Pra quem está com dificuldades em saber que coisa é essa chamada ensaio, mando aí algumas dicas. 

O ensaio é um modo de falar, sobre determinado assunto, de maneira mais livre do que em uma monografia, por exemplo. O professor Safatle, que vocês já conhecem, escreve ensaios para revista Cult. Quem ainda não leu, leia. Vale a pena!


Percebam que ele fala sobre algo sem muito aprofundamento teórico, e como é pra uma revista de ampla circulação, esse ensaio é bem informal mas não deixa de ser um exercício de interpretação sobre um tema. 

Um exemplo mais acadêmico, que deixo aqui (é só clicar!), é um ensaio que eu escrevi no meu mestrado em literatura (vixe, e faz tempo isso, hein?!). Esse é mais formal, com citações nas normas da ABNT, mas mantém o mesmo estilo: uma interpretação sobre um tema sem muito aprofundamento teórico. Gente, mas atenção, não confundam pouco aprofundamento teórico com opiniões pessoais (ou puro achismo). Quando eu falo de pouco aprofundamento teórico estou usando como referência uma monografia (que vocês terão que fazer logo, logo), ou uma dissertação de mestrado. Estamos entendidos?!

O ensaio que eu envio é grande, tem umas 10 páginas. O de vocês só precisa de 1 ou 2 páginas. (eita, coisa boa!) As normas da ABNT não estão lá muito rigorosas. 


Ah, e outro detalhe importante é que o ensaio de vocês já tem tema definido pelo professor! Lembrem de olhar a plataforma.


DICA!

Gente, qual a diferença entre ensaio, monografia, crônica, fichamento e crítica??? Pra gente não ficar quebrando a cabeça com esse tipo de coisa (e no final das contas acabar confundindo bife à milanesa com bife ali na mesa), mando a dica de um manual super fácil para esclarecer essas dúvidas e outras tantas mais. 


Deve ter lá no Estante Virtual!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011


As estrelas descem à terra

Esse é o título de um ensaio, recentemente traduzido para o português, do filósofo alemão Theodor Adorno. O livro foi lançado aqui no Brasil pela editora Unesp. Pessoal, Adorno possui trabalhos muito importantes sobre a sociedade de consumo. Acho difícil pensar o assunto proposto pelo professor Daniel sem, ao menos, fazer menção ao pensamento desse filósofo. No As estrelas descem à terra Adorno faz uma análise das colunas de astrologia, isso mesmo, astrologia, do jornal norte-americado Los Angeles Times. Ele acompanha essa coluna por mais ou menos um mês e a analisa mobilizando “crítica social e psicanálise freudiana a fim de expor como a ideologia do capitalismo tardio tem a força de configurar até mesmo o que dizem os astros”.  É um livro pequeno, tem 191 páginas, e a leitura é tranquila. Quem tiver interesse, eu recomendo dmais! 


DICA!

Fora os livros e ensaios que temos disponíveis na internet, mando aí outra fonte para aquisição de material, um portal que reúne vários sebos em todo o país chamado Estante Virtual. Quem ainda não conhece, sugiro um pulo lá urgentemente. O Estante é hiper confiável, sou cliente assídua por lá, os livros chegam em ótimo estado e o preço é até 70% mais barato se comparado com as livrarias virtuais e livrarias físicas!

Deixo o link:


Voltando ao assunto...

Não posso postar material lá no moodle, por isso aproveito o blog pra abusar um pouquinho: postar e comentar algumas coisinhas.
Gente quero mostrar pra vocês o quanto o livro do Adorno, As estrelas descem à terra (que de agora em diante só vou chamar de Estrelas) é interessante. Selecionei aqui um trecho em que Rodrigo Duarte, um ótimo pesquisador da obra de Adorno, comenta alguns trecho do Estrelas.  
“Adorno chama atenção para uma espécie de fetichização dos eletrodomésticos (tvs de led pra citar um exemplos super em voga) e eletroportáteis (celulares, Ipads, notbooks...), como se eles fossem a salvação das vidas prejudicadas dos leitores típicos da coluna (de astrologia). É evidente que, à primeira vista, impera, apenas de modo não tão declarado, a mesma lógica das estridentes propagandas televisivas de lava-roupas ou lava-louças, mas há algo mais do que isso, na medido em que o fetichismo dos gadgets (pra quem não sabe, são aparelhos eletrônicos: ipods, celulares, mp3, 4...10 e assim por diante) pode ser uma reação regressiva à percepção, pelas pessoas comuns, de seu próprio estado de reificação:
 ‘Parece que o tipo de regressão característica das pessoas que não se sentem mais como se fossem sujeitos capazes de determinar seu próprio destino é concomitante com uma atitude fetichista relativamente às mesmas condições que tendem a desumanizá-las. Quanto mais elas são gradualmente transformadas em coisas, mais elas investem as coisas com uma aura humana.”

Dá o que pensar, né?! Lembrem da história do esquilo da Era do gelo. Não parece a vocês que acontece uma inversão: o esquilo não se importa com ele mesmo, ele esquece de si mesmo em sua busca pela noz. Mas a noz não é qualquer uma, é aquela. É um indivíduo, é a noz dele. É meio como trabalhar duramente por um ano, economizando cada centavo, forçando-se por reduzir suas necessidades pessoais, só pra comprar aquele carro, não qualquer um, mas aquele que te fará realizado. 

Mas aquele carro é igual a todos os outros enquanto instrumento para locomoção, não é?!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


A psicanálise vai ao cinema

Gente, esse ano começo meu doutorado em filosofia (e estou super feliz!!) na UFMG. Minha pesquisa é voltada para estética e filosofia da arte, então achei divertido quando o prof. Daniel resolveu trabalhar um pouco com cinema na disciplina dele. Já digo logo que não sou cinéfila, mas curto um cineminha. E vocês, não?? 
 
Então, gente, lembrei de uma animação muito bonita As bicicletas de Belleville. É bem diferente. Quem tem filhos, sobrinhos, netinhos podem convidá-los pra ver com vocês.
A animação é belga, canadense e francesa, mas quase não tem diálogo. É de 2003 e dá pra encontrar em boas locadoras, mas se não encontrarem, baixem da internet. É bem facinho!!

E vocês, o que sugerem? Postem aí!
 
Ah, e se assistirem As bicicletas..., não deixem de postar aqui a opinião de vocês sobre o filme.  
 
  

DICA!

Gente, vocês já conhecem uma locadora virtual chamada NetMovies?? Ow (interjeição mineira que não quer dizer nada, é só pra chamar atenção ao início de uma frase), vale muito a pena essa locadora. O acervo de filmes é enorme e alguns deles você pode assistir online, sem precisar fazer nenhum tipo de download. É só clicar e ver!! Quem tem uma internet razoável, consegue assistir os filmes numa boa. E quem não tem, é só se associar que eles entregam os filmes em casa e por um preço mais barato que os de muitas locadoras por aí. Bom, né?!

O endereço tá aí:

Gostou? Diz aí! 
 
A ideia é...

Então gente, senti necessidade de um espaço livre de responsabilidades acadêmicas pra nos comunicarmos. Por mais tranquila que seja nossa comunicação no moodle, não dá pra ficar muito à vontade por lá, né?! Eu pensei nos blogs de vocês, mas eles são usados para postagens de trabalho e eu gostaria de um ambiente bem informal em que nós possamos ficar beeeem à vontade, expressarmos nossas opiniões, contarmos nossas histórias... enfim, como faríamos na cantina da faculdade nos intervalos das aulas. Daí surgiu a Cantina do Neaad!!! O espaço não é meu, só a idéia. O espaço é nosso. Aqui eu não sou tutora, professora, ajudadora, colaboradora... sou colega.   

Se quiserem reclamar sobre o curso, podem fazer. Postem aí! Façam sugestões, observações... sei lá, digam aí, afinal, estamos na Cantina.