quinta-feira, 28 de abril de 2011


  
+ dicas sobre Monografia


Pessoal, seguem algumas dicas retiradas das Instruções para Elaboração de Projetos Definitivos, Dissertações e Teses do Programa de Pós-graduação em Filosofia da FAFICH/UFMG. 

Os projetos têm a natureza de um plano de trabalho, delineando o objetivo, a hipótese e as etapas a serem percorridas.

Em geral, o projeto consiste em cinco partes:

    I - Título: Deve ser formulado com clareza, admite subtítulo e pode ser alterado no fim da confecção do trabalho. 

    II - Objetivos: Podem ser divididos em gerais e específicos, devendo ser formulados com precisão e parcimônia.

    III - Justificativa: É propriamente o desenvolvimento do projeto. Abrange o campo do objeto a ser investigado e exige o recorte do assunto ou do aspecto específico. O aspecto ou assunto deve dar lugar à formulação do problema (status quaestionis) no estado da arte, a um breve exame da literatura concernida e à apresentação da hipótese em que se antevê a resposta ou a solução. A originalidade (requisito para doutorado) e a relevância da pesquisa devem ser justificadas mediante o exame das lacunas, das alternativas existentes e do impacto do estudo.

   IV - Metodologia: É propriamente o modo como o trabalho será realizado. Abrange as estratégias adotadas com vistas ao exame dos problemas atinentes ao contexto do autor e da obra, bem como à análise (interpretação) do texto e ao estabelecimento do corpus, além da indicação do cronograma das etapas a serem percorridas.

   V - Bibliografia: É antes de tudo a bibliografia da pesquisa, baseada em levantamento prévio das obras relevantes e distinguida em primária (obras do autor-objeto e dos clássicos) e secundária (comentadores).

A exemplo das demais produções filosóficas (preleções, artigos, ensaios, livros), é o teor do argumento, a formulação do problema e a profundidade dos estudos que definem a excelência da obra. O trabalho deverá apresentar equilíbrio entre conteúdo (profundidade dos estudos, força especulativa) e forma (clareza dos pensamentos, escrita sóbria e bem cuidada, etc). Concluída a redação, recomenda-se uma cuidadosa revisão da digitação, assim como do vernáculo por profissional da área.
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Prólogo

Olá pessoal!

Assim como a Rizzia, sou um capixaba da beira do mar vivendo em Belo Horizonte e cursando doutorado na UFMG. Sou estudante, professor, pesquisador e trabalho com o que gosto: filosofia e literatura. Como eu sou um chato gente boa e espero angariar as simpatias de vocês, vou seguir o conselho de Brás Cubas e fugirei a um prólogo explícito e longo. Como nos filmes de suspense, vamos deixar que os elementos ocultos se revelem no desenrolar da trama. Assim também é com a Filosofia, em que o nosso ponto de partida é sempre o mistério - o a-se-pensar, como diria o Heidegger.

Abraços e até a próxima postagem!

Novidades!!


Pessoal, dêm boas vindas a mais um colaborador do blog: meu estimado colega Vitor Cei. O Vitor também é tutor do curso, mas ele atua no pólo de Vila Velha.   Ele gostou da idéia do blog e eu o convidei pra me ajudar, porque, gente, eu sei que o blog tá precisando de mais atenção, né! Além desse visual meio caído as postagens são muito esparsas. Eu não dou conta de entrar na plataforma, ler as atividades de vocês, comentar, avaliar, preparar pauta e ainda alimentar o blog com freqüência. Vixe, é muito trabalho!!

Bom, vou sustentar o suspense em relação ao Vitor e deixar q ele mesmo se apresente. Mas uma coisa posso garantir, tenho certeza que vcs irão gostar, afinal, eu não o teria convidado se eu o achasse um super chato que nada tem a nos acrescentar! Hmm... pra dizer a verdade, eu até acho ele meio chatinho, mas é um chato gente boa! :o)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aviso aos webnavegantes!

Ainda sobre a monografia, lembro que é um trabalho relativamente grande, ele DEVE ter  em média 20 páginas: não muito menos que isso nem muito mais que isso.  E, gente, preencher vinte páginas exige uma pesquisa boa. Sugiro que procurem fechar o tema antes do simpósio para vocês aproveitarem melhor a orientação dos professores e já irem pesquisando.  E, pessoal, quando forem pesquisar pra produção do texto de vocês não se limitem só a ler, façam anotações de leitura, fichamentos e, se possível, escrevam alguma coisa ao final de cada capítulo ou artigo lido. Assim, no decorrer da pesquisa, vocês já estarão produzindo. Ao final é só organizar, reescrever aqui e ali e o trabalho estará terminado. Aêêê!!!



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma inquietação chamada Monografia


Gente, desde que mandei uma mensagem pra que vocês pensassem sobre o tema do trabalho de fim de curso, não paro de receber emails desesperados em busca de socorro. Bom, não sou expert no assunto, mas já escrevi uma monografia, alguns ensaios e uma dissertação, nenhum deles recebeu um Nobel ou outro premio qualquer - o que foi uma injustiça!!!  ;o) Mas esses trabalhos me deram alguma experiência e é isso que eu quero dividir com vocês num passo a passo bem rapidinho:

1º. não adianta me mandar email pedindo uma sugestão a partir do nada. Vocês precisam saber quais assuntos mais os interessam e os interessaram no decorrer do curso: lembremos aqui que uma monografia exige um estudo de aprofundamento. Imagina ter que estudar sobre algo que vocês acham chatíssimo! O trabalho não rende.

2º. a especialização de vocês é sobre filosofia e psicanálise, duas áreas que dialogam amplamente com muitos, muitos assuntos. Então, quando vocês me enviam um email dizendo assim:
   - o que você acha de trabalhar psicanálise, filosofia e moda?
Eu digo:
   - sim, é possível.
Ou quando vocês dizem:
   - o que você acha de trabalhar psicanálise, filosofia e história?
Eu digo:
   - sim, é possível.
Ou quando vocês dizem:
   - o que você acha de trabalhar psicanálise, filosofia e brincadeiras?
Eu digo:
   - hmmmm... sim, é possível.

Entendem que esse recorte é muito amplo e não diz quase nada da proposta de vocês? É necessário fechar um pouco mais. Por exemplo:

 
Uma dica é observar os títulos e os resumos de trabalhos acadêmicos  - como eu fiz aí em cima. Se vocês clicarem em cada exemplo, verão que eles levarão a um ensaio cujo título é a aplicação direta da minha explicação. (eu sou muito legal mesmo!!!)
 
Gente, com isso eu não quero dizer q as idéias que eu recebi não eram boas, eram sim, mas estavam muito amplas. 
No mais, tentem pensar sobre isso, mas não deixem de me escrever!


segunda-feira, 28 de março de 2011


Temor vs Angústia

Pessoal, essa é uma versão mais ampliada do verbete que eu inseri lá no Glossário Heidegger da plataforma moodle. 

Tem vários exemplos. Aproveitem aí!!!

“O temor descobre o mundo de uma maneira especial e está próximo, ainda que distinto, de Angst (“angustia, ansiedade, desconforto”): “O temor é angústia decaída no ‘mundo’, inautêntico e descoberto para si mesmo como angústia”. O que eu temo é um ente dentro do mundo, por exemplo uma broca de dentista. Este ente é “prejudicial”. Prejuízo é o “modo de sua conjuntura”. O prejuízo é de um tipo definido, dor de dente, e vem de uma região definida, o dentista. A região e o que vem dela me são familiares como “amedrontadores”. A broca ainda não está no meu dente ou nervo, mas está se aproximando. Já está próxima. (A consulta do mês seguinte não me incomoda.) Ela ameaça, mas não é certo que chegue. Eu posso não precisar de uma obturação; pode ser que não doa se eu precisar. A incerteza persiste até o último momento. A incerteza intensifica meu temor.
Eu não temo a broca simplesmente por causa da dor que eu espero. Algumas pessoas não temem a broca do dentista, algumas talvez não temam nada. Elas podem esperar a mesma intensidade de dor que eu espero, mas não a consideram temível e não lhe dão a mesma atenção que dou. (Já que não tenho medo de aranhas, não receio de aproximar da pia quando há uma se escondendo lá, nem “espero” deparar-me com uma, apesar de não se improvável que eu a encontre.) O temor não é apenas um sentimento interno; ele abre um mundo de ameaças potenciais. O meu medo letárgico, minha suscetibilidade ao temor, “já descobriu o mundo como uma esfera da qual o temeroso pode aproximar-se”. Eu temo por mim mesmo DASEIN. Mesmo que eu tema por minha “casa e lar” eu temo por mim mesmo enquanto “ser-junto-a que tem uma conjuntura”. Se temo por outros, eu também “temo por mim mesmo”; aquilo que eu tenho medo é “de meu ser-com o outro, que poderia ser arrancado de mim”. (Como eu temo por mim mesmo, se compor um seguro de vida ao temer o futuro de minha família?)
O temor é, portanto, um estado em que alguém se encontra; ele descobre o mundo, o ser lançado nele de alguém, e a conjuntura de entes dentro dele.  

INWOOD, Michael. Dicionário Heidegger. Tradução de Luiza Buarque de Holanda. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2002. p. 8-10.

quinta-feira, 24 de março de 2011


Só pra esclarecer

Gente, o que foi essa confusão no início do meu semestre?! Matrículas erradas, problemas com material das disciplinas, burocracia para o recebimento de bolsa... ufa!! Como já disse a vocês, claro que isso não é justificativa pro meu sumiço, né! E por reconhecer a minha falha, procurei material extra, bem legal, pra facilitar as últimas tarefas do prof. Daniel e manhã ou depois eu posto umas coisinhas sobre angústia.



A Coisa, a coisa e outras coisinhas

Então, me parece que esse último módulo deixou vocês um pouco confusos. Ele foi mais conceitual e é aquela história, trabalhar com conceitos é trabalhar com abstrações. Mas a última webconf do prof esclarece bem o texto. Quem ainda tem muita dúvida sobre o assunto, sugiro que a assista novamente, mas eu também deixo aqui alguns comentários chave que anotei vendo a webconf. 

ψ    Problema ético fundamental, para a psicanálise, está ligado as zonas erógenas do corpo. Portanto não é um experiência cognitiva, ou seja, do conhecimento, mas tem relação com o desejo.

ψ    Para filosofia:
Ética aristotélica - vida ética alcançar um bem  (a felicidade);
Kant - ética do dever que nos permite alcançar a virtude;
Um bem, a virtude para a psicanálise são pensados como coisa.

ψ    A Coisa, para psicanálise, é o objeto de satisfação primordial.
A perda da coisa primordial produz um vazio constitutivo. A partir daí, o sujeito procura preencher esse furo e, então, ele procurar coisas para tamponar essa falta.

ψ    Lacan: algo se organiza em torno de um vazio. Não há uma representação que consiga alcançar A Coisa - é falta, é vão.
A perda da coisa é tamponada pela ética
Objeto de satisfação única não existe, a pulsão única não existe só as pulsões parciais existem.

ψ    Lacan 5 pulsões parciais - para Freud o problema da ética é o problema das zonas erógenas
As 5 são: escópica, invocante, oral, anal, (gente, falta uma, me ajudem a lembrar!)
Pulsões parciais se satisfazem com pequenos objetos

ψ    Para Lacan essa é a pergunta ética fundamental em psicanálise:
Agiste em conformidade com seu desejo?

ψ    Não há desejo sem lei, não há gozo sem limites, para que haja gozo tem que haver limite.  Não há satisfação absoluta.

ψ    Sublimação é o que permite alcançar o objeto de satisfação por outras vias; a satisfação de uma pulsão por outras vias. Isso é a ética em psicanálise: ter que se haver com o próprio desejo e as barreiras que o interditam. Estabelecer um saber fazer, não saber o que fazer. Portanto a ética em psicanálise não é uma ética da prudência, do dever, uma ética utilitária, é uma ética do desejo.

ψ    Relações com nossas zonas erógenas é o que estabelece nossa relação com o mundo.

Pessoal, agora só não vale copiar essas frases e colar no trabalho de vocês, né!
E também não vale ficar com dúvida. Comente aí no blog, que é um espaço mais alternativo, livre dos olhos dos professores, mandem email...